Um paciente de 23 anos teve resultado de exame de HIV positivo lido em voz alta por duas profissionais de saúde em Ribeirão Preto (a 310 km de São Paulo).
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O caso ocorreu na segunda-feira 9 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Sumarerinho.
O jovem teria reclamado da demora no atendimento e ameaçou chamar a Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Ele estava na sala de observação, após coleta de sangue, quando uma médica disse em voz alta que o teste havia dado positivo.
Minutos depois, uma enfermeira adentrou ao local e confirmou que dois exames dele foram reagentes para HIV.
Ao UOL, o rapaz relatou que havia cerca de 10 pessoas na sala.
"Me senti constrangido, envergonhado, muito triste, fiquei em pânico com os olhares das pessoas e comecei a chorar muito."
Ele, então, foi liberado sem pedido de desculpas.
"Depois da confirmação do exame, me liberaram e disseram que eu não poderia realizar o protocolo. Saí de lá aos prantos", contou.
O jovem registrou boletim de ocorrência.
A Lei nº 12.984/2014 tipifica como crime divulgar condição sorológica especificamente de portadores de HIV.
A advogada do paciente fez pedido de instauração de sindicância administrativa junto à Fundação Hospital Santa Lydia, gestora da unidade, para que as profissionais sejam identificadas e responsabilizadas.