Foram presos, nos Estados Unidos, 13 ativistas da luta contra o HIV/Aids em meio a protesto contra o governo do presidente Donald Trump.
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Participaram da manifestação, na quinta-feira 6, membros da Housing Works, Health GAP e Treatment Action Group que se reuniram a um quarteirão do Capitólio - sede do Legislativo do país.
De acordo com o The Washington Blade, o protesto foi pelos cortes do governo Trump no Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da Aids (PEPFAR), um programa de prevenção do HIV que salvou cerca de 26 milhões de vidas desde sua criação em 2003.
Faixas penduradas diziam: “Tirem as mãos do PEPFAR” e “Trump e Vought matam pessoas com aids no mundo todo”, referência ao diretor do Escritório de Administração e Orçamento, Russell Vought.
Outra ostentava: “Mais de 200.000 mortes desde janeiro de 2025”, citando número estimado de pessoas mortas por doenças relacionadas ao HIV após os cortes no PEPFAR.
Vought vetou US$ 4,9 bilhões destinados à prevenção do HIV/Aids e outros programas de saúde de ajuda externa.
Um comunicado de imprensa divulgado na quinta-feira pela Housing Works e pela Health GAP acusou o governo Trump de reter mais de US$ 977 milhões em fundos do PEPFAR aprovados pelo Congresso durante 2025 — três vezes o valor dos fundos não utilizados no final de 2024, último ano do mandato do ex-presidente Joe Biden.
Observadores políticos consideraram os cortes de verbas governamentais de Trump ilegais. Os grupos afirmam que o financiamento do PEPFAR para programas de prevenção e tratamento do HIV supervisionados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) se esgotará em 1º de abril, porque o Departamento de Estado supostamente liberou apenas 45% dos fundos do PEPFAR para 2026 até o momento.