Rainha do country e ícone gay morre aos 80 anos
Cantora se manteve aliada à comunidade e defendeu os direitos LGBT por diversas vezes
Morreu aos 80 anos, nesta terça-feira 25, a rainha do country estadunidense Dolly Parton.
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O anúncio foi feito por seu sobrinho Brian Seaver em vídeo divulgado no Instagram.
A causa da morte não foi divulgada, mas a artista enfrentava problemas de saúde nos últimos meses, o que a fez cancelar shows.
“Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes mesmo de eu assimilar plenamente que isso um dia se tornaria realidade. Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas - função que meu pai, Larry, exerceu antes de mim -, eu imaginava o peso deste momento, mas não o havia sentido de verdade até agora", afirmou Seaver.
“É uma honra; uma honra que se mistura a um orgulho imenso e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por inúmeras outras pessoas que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la no céu”, disse, se referindo ao marido da artista.
Dolly foi casada por 59 anos com Carl Thomas Dean. Ele morreu, aos 82 anos, em 3 de março do ano passado.
Nascida em Locust Ridge, no Tennessee, em uma família pobre, Dolly começou a cantar ainda criança e aos 20 anos foi para a meca do country, Nashville.
É composição dela o maior clássico de Whitney Houston, I Will Always Love You, lançada pela diva country em 1974, mas que explodiu mesmo em 1992 quando Whitney a regravou para o filme O Guarda-Costas.
Das mais de 50 indicações que teve ao Grammy, Dolly ganhou 11 estatuetas, incluindo a de prêmio pela carreira em 2011.
Em 1980, a cantora fez bastante sucesso como atriz ao estrelar a comédia Como Eliminar Seu Chefe, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. A música tema que ela gravou para o longa, 9 to 5, chegou ao número 1 do Hot 100 da Billboard.
Pelo menos desde a década de 1980 ela se tornou uma diva gay. Seus looks extravagantes, seu humor e personalidade atraíram a comunidade LGBT e Dolly inspirou inúmeras drag queens pelo mundo.
Ela se manteve aliada à comunidade e defendeu os direitos LGBT por diversas vezes.








