Condenada por agredir verbal e fisicamente um casal gay em 2024, Jaqueline Santos Ludovico teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo por descumprimento de medidas cautelares.
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Há indícios de que a empresária deixou o Brasil para viver na Espanha com o filho e isso compromete a aplicação da lei penal e a instruçao criminal.
Jaqueline está envolvida em vários crimes. O mais notório ocorreu em fevereiro de 2024. Vídeos mostram Jaqueline atacando o jornalista Rafael Gonzaga e seu namorado na padaria Iracema, em Santa Cecília, região central de São Paulo.
Ela gritou frases como "eles são veados" e "eu sou de família tradicional, diferente dessa porr*", antes de dar um soco em um dos rapazes.
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Em junho do mesmo ano, ela atropelou um homem que atravessava uma avenida da Barra Funda, zona oeste paulistana, na faixa de pedestres. Jaqueline estava em alta velocidae e embriagada.
A empresária fugiu do local, mas voltou depois acompanhada pela irmã, quando foi presa em flagrante por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente e embriaguez ao volante.
Por ser mãe de duas crianças, a juíza converteu sua prisão preventiva em domiciliar.
Esse novo pedido de prisão preventiva, emitido na segunda-feira 19, é justamente para atender ao pedido da vítima do atropelamento, André Rossi, e parecer favorável do Ministério Público.
Ao G1, a defesa de Rossi afirmou que Jaqueline "demosntrou ter práticas avessas à vida em sociedade e, pior, busca esquivar-se da resposabilidade criminal".
Para a juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias, há "fundados indícios" de que a investigada teria se evadido em definitivo do país.
Ela teria saído do Brasil em 9 de outubro de 2025 e não retornou até 5 de janeiro passado.
O advogado de Rossi pediu que o nome de Jaqueline seja incluído na lista da Interpol.
A empresária foi condenada em primeiro e segundo graus por homofobia contra o casal gay e o TJ-SP também a condenou por crimes de ameaça e lesões corporais neste caso.
Jaqueline está envolvida em um terceiro processo. Ela é ré por fraude eletrônica (estelionato) pela Justiça de Santa Catarina, em caso que apura prejuízo de R$ 200 mil a uma empresa automotiva em Tubarão (SC).
A pena prevista para esse crime é de quatro a oito anos de prisão, além de multa.