9º Floripa Diversity Games propõe inclusão por meio do esporte
Edição 2014 acontece neste sábado, 20, mesmo com o adiamento da Parada da Diversidade
Esporte e LGBT não é das duplas de maior facilidade de assimilação. Mas eles são, sim, compatíveis. Prova disso é que neste sábado acontece o 9º Floripa Diversity Games, evento pioneiro no País, que se consolida no calendário arco-íris da cidade.
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Por oito anos, a competição foi realizada sempre na véspera da Parada da Diversidade de Floripa, mas após o segundo adiamento da marcha - que passou do próximo dia 21 para 16 de novembro - os dois eventos se descolaram este ano.
Em virtude dos compromissos com os atletas, o organizador dos jogos, professor Dulcimar Antonio Grando, o Pipoca, decidiu não mudar a data da competição para novembro e mantê-la no sábado, 20, como já havia sido divulgado.
Para Pipoca, que organiza o Floripa Diversity Games desde a primeira edição em 2006, o principal objetivo é o de "utilizar o esporte como ferramenta de inclusão social".
O professor, que é heterossexual e casado, salienta a necessidade de mostrar que LGBT podem ser festeiros e notívagos, mas não são apenas isso. Há um lado social e cultural tão importante quanto que precisa ser explorado e evidenciado.
"Mostrar que eles têm a mesma capacidade que os héteros", diz Pipoca, contando que LGBT já surpreenderam times compostos só por heterossexuais ao vencerem a partida.
Nos jogos, a regra é a inclusão, portanto, todos podem participar. Os times, às vezes, são mistos, meninas jogam ao lado de meninos, sejam gays, bi ou héteros. Há preferências, claro. As meninas têm uma queda pelo futsal e os rapazes, pelo vôlei, mas todas as modalidades estão abertas a qualquer participante.
As inscrições podem ser feitas no próprio sábado, a partir de 9h. São gratuitas, mas quem doar cinco litros de leite ganha um belo kit (que inclui camiseta, sacola, caneta, squeeze).
Às 10h acontecem as provas de vôlei e futsal, às 14h, o futebol society, e às 15h, as modalidades de atletismo (salto em distância, arremesso de peso, 800m, 400m, 200m e 80m). Os três primeiros de cada modalidade ganham troféus, medalhas e as bolas dos jogos.
Mesmo já tradicional na cidade e no Brasil, não é sem dificuldades que o evento se realiza. É sobretudo com a paixão do professor Pipoca pelo esporte e pelos direitos arco-íris que ele consegue chegar a mais uma edição. Portanto, sábado vista o shortinho, calce o tênis ou a chuteira e dirija-se ao CEFID da UDESC e desfrute desse prazer de celebrar a cultura LGBT em campo! Mais informações sobre o evento, você tem em nossa Agenda.








