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Repórter Fabio Turci, da Globo, perde seguidores por defender LGBT

Apesar do fato, jornalista afirmou que não vai deixar de falar contra preconceito

Publicado em 05/07/2020
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"Não é preciso ser gay para defender LGBT", acredita repórter

O repórter Fabio Turci, da TV Globo de São Paulo, mostrou-se aliado à causa LGBT e tem sido alvo de rejeição por isso.

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Em sua página no Instagram, o jornalista postou gráfico que anota queda em seu número de seguidores no domingo 28.

Turci concluiu que pessoas deixaram de segui-lo porque ele postou bandeira e homenagem à comunidade arco-íris no Dia Internacional do Orgulho LGBT.

O jornalista fez grande reflexão sobre o fato e reafirmou que não vai deixar de falar do tema nem de defender LGBT.

"O que pensar dessa reação de seguidores? Certamente uma parte pensou: 'xi, ele é gay'. Explico sempre que não sou gay - não para reafirmar minha masculinidade (Freud explica sobre quem tem essa necessidade), mas para ajudar a espalhar a mensagem de que não é preciso ser gay para se juntar à luta das pessoas LGBT (assim como não é preciso ser negro para lutar contra o racismo)", escreveu o jornalista.

E continuou: "Quem pensa 'xi, ele é gay' não apenas deixa de seguir alguém nas redes sociais. Essas pessoas também são aquelas que vão selecionar outro candidato para a vaga de emprego, fazer piadinhas ofensivas, reprimir o(a) próprio(a) filho(a) para que 'se comporte direito'."

"No limite, nesse grupo, está quem vai assassinar pessoas LGBTs porque... elas são LGBTs. É por causa dessas pessoas que existe um 'Dia do Orgulho LGBT'. E já respondo: não existe um 'Dia do Orgulho Hétero' porque não é preciso lutar pela sobrevivência e pelo respeito aos heterossexuais. Os héteros estão nas posições de poder, privilegiando outros héteros - como eu."

"Outra parte dos meus agora ex-seguidores talvez não tenha pensado que sou gay. Apenas não gosta da discussão. Pensou: 'essa chatice de novo? Ideologia de gênero?'. "

"Eu lamento que muita gente ainda acredite que o simples diálogo possa 'influenciar' crianças, fazê-las 'virarem' gays - quando, na verdade, há pessoas que nos cercam que têm a homossexualidade, bissexualidade, transgeneridade duramente reprimidas pela família, pelos amigos, pelos colegas de trabalho, vivem sufocadas e podem estar a um passo de acabar com essa angústia tirando a própria vida."

"E você, fujão, é responsável por isso. Da minha parte, ao lado do gráfico, publico, de novo, a foto da bandeira. Vai ter mais gente deixando de me seguir? Que elas saibam que não sou eu que estão prejudicando, mas que, perto delas, alguém está observando e sendo suicidado aos poucos. #orgulholgbt."

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Esse gráfico do Instagram mostra o número líquido de seguidores que eu ganhei/ perdi, dia a dia, na semana passada. Notem a grande queda no domingo passado. E o que aconteceu no domingo passado? Foi Dia do Orgulho LGBT e postei a foto de uma bandeira com as cores do arco-íris, o símbolo universal dessa comunidade. O que pensar dessa reação de seguidores? Certamente uma parte pensou: "xi, ele é gay". Explico sempre que não sou gay - não para reafirmar minha masculinidade (Freud explica sobre quem tem essa necessidade) mas para ajudar a espalhar a mensagem de que não é preciso ser gay para se juntar à luta das pessoas LGBT (assim como não é preciso ser negro para lutar contra o racismo). Quem pensa "xi, ele é gay" não apenas deixa de seguir alguém nas redes sociais. Essas pessoas também são aquelas que vão selecionar outro candidato para a vaga de emprego, fazer piadinhas ofensivas, reprimir o(a) próprio(a) filho(a) para que "se comporte direito". No limite, nesse grupo, está quem vai assassinar pessoas LGBTs porque... elas são LGBTs. É por causa dessas pessoas que existe um "Dia do Orgulho LGBT". E já respondo: não existe um "Dia do Orgulho Hétero" porque não é preciso lutar pela sobrevivência e pelo respeito aos heterossexuais. Os héteros estão nas posições de poder, privilegiando outros héteros - como eu. Outra parte dos meus agora ex-seguidores talvez não tenha pensado que sou gay. Apenas não gosta da discussão. Pensou: "essa chatice de novo? Ideologia de gênero?". Eu lamento que muita gente ainda acredite que o simples diálogo possa "influenciar" crianças, fazê-las "virarem" gays - quando, na verdade, há pessoas que nos cercam que têm a homossexualidade, bissexualidade, transgeneridade duramente reprimidas pela família, pelos amigos, pelos colegas de trabalho, vivem sufocadas e podem estar a um passo de acabar com essa angústia tirando a própria vida. E você, fujão, é responsável por isso. Da minha parte, ao lado do gráfico, publico, de novo, a foto da bandeira. Vai ter mais gente deixando de me seguir? Que elas saibam que não sou eu que estão prejudicando, mas que, perto delas, alguém está observando e sendo suicidado aos poucos. #orgulholgbt?

Uma publicação compartilhada por Fabio Turci (@fabioturci_jornalista) em


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