Brasileiro expõe nos EUA nudez, crítica a Bolsonaro e Jesus negro
Fernando Carpaneda participa da Bienal de Long Island, que começa no próximo dia 15
Duas obras polêmicas do artista brasileiro Fernando Carpaneda serão expostas na Bienal de Long Island 2020 em Nova York, Estados Unidos.
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No evento, que reúne obras de 52 artistas contemporâneos, Carpaneda apresentará Jesus Cristo e Homofobia Mata. Caso Número 17.
Brasiliense radicado nos Estados Unidos, o artista plástico falou sobre a referência a Jair Bolsonaro em uma de suas obras: o "17" remete ao número da chapa que elegeu o presidente da República.

"Infelizmente as práticas cotidianas do presidente do Brasil, bem como as políticas direcionadas pelo seu governo à população LGBTI+ são excludentes. Bolsonaro privilegia o discurso neopetencostal por motivos eleitoreiros e destaca sua visão de mundo ao lidar com as diferenças", afirmou Carpaneda à nossa reportagem.
"Bolsonaro é tosco. E toda e qualquer movimentação de gente LGBTI+ a favor dele só pode ser oriunda de gente despolitizada e ignorante."
Questionado sobre a percepção dos norte-americanos em relação ao mandatário brasileiro, o artista disse: "A enorme maioria do país elegeu uma pessoa que se alinha ao pensamento bolsonariano. Exceções existem obviamente, porém, a trajetória de qualquer estrangeiro nos EUA está ligada a sua capacidade de pensar o mundo da maneira como o povo americano o percebe. Capitalismo, individualismo e prepotência."
A bienal poderá ser conferida no Museu de Arte Heckscher, entre 15 de outubro e 10 de janeiro de 2021.









