10 hinos de divas gays que não chegaram ao número 1

Fãs de Lady Gaga fazem campanha para que 'Shallow' chegue ao topo da Billboard, mas será que é preciso?

Publicado em 01/03/2019

10 hinos de divas gays do pop que não chegaram ao primeiro lugar

Quem gosta de música pop deve ter se deparado com a campanha, nos últimos dias, para que Shallow, de Lady Gaga, chegue ao primeiro lugar da Billboard.

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A música se tornou uma das mais premiadas da história ao vencer, no último fim de semana, o Oscar de melhor canção, tema do filme Nasce Uma Estrela.

Fãs da cantora - os little monsters - estão determinados a fazer com que as rádios toquem a música para ajudá-la a galgar posições. Shallow já foi número 5 no ano passado e está em 21º lugar atualmente na parada norte-americana.

Aqui no País, a música ficou quatro semanas no topo do Top 30 Gay Brasil - ranking das mais tocadas nas pistas LGBT, em janeiro.

Mas por que é tão importante assim que uma canção já tão reverenciada tenha o número 1 no currículo? Há muito se sabe que a posição das músicas nos charts não têm necessariamente a ver com sua qualidade.

Relembre 10 músicas de divas do pop que não chegaram ao primeiro lugar e nem por isso deixaram de ser tornar verdadeiros hinos:

Cyndi Lauper - Girls Just Want to Have Fun
Ok, Jump, da banda de rock Van Halen, é boa, mas não é nada comparada à canção mais emblemática da carreira de Cyndi Lauper. A música, que já foi cantada por dezenas de cantoras e se tornou um hino feminista, chegou em 2º lugar atrás apenas desta música do Van Halen em março de 1984.

Cher - If I Could You Turn Back Time
O clipe desta canção é responsável por uma das imagens mais icônicas da Deusa do Pop - seminua e rodeada de marinheiros deliciosos. Mas quer saber? Ela ficou duas semanas estacionada no número 3 da Billboard perdendo para Milli Vanilli - a dupla que precisou depois devolver o Grammy de melhor revelação por fingir que cantava.

Britney Spears, Oops!... I Did It Again
Britney nunca foi muito boa para emplacar posições altas na parada norte-americana e nem por isso deixou de ter hits chiclete. O que dizer deste, um dos que mais resumem a sua carreira, e que não passou da nona posição? Nas duas semanas em que manteve o número 9, "Oops" viu Maria Maria, de Santana, e Try Again, de Aaliyah liderarem o chart. Dois singles bem menos memoráveis que os dela. 

Whitney Houston, It's Not Right, But It's Okay
Em sua versão remixada deve ser a música de Whitney que mais tocou nas boates gays até hoje. Entretanto, na Billboard a música não passou do quarto lugar, em julho de 1999. Quem liderava na mesma semana era Jennifer Lopez com If You Had My Love.

Kylie Minogue, Can't Get You Out of My Head
A música mais simbólica da australiana nem chegou ao pódio da Billboard. Em março de 2002, Kylie alcançou a sétima posição na mesma semana em que Ain't It Funny, da parceria de Jennifer Lopez com Ja Rule, liderava o chart. Qual das duas é tocada até hoje, hein?

Avril Lavigne, I'm with You
A mais bela das baladas da cantora canadense - e um de seus maiores sucessos - parou na quarta posição em fevereiro de 2003 por duas semanas. Lideraram o chart naquelas semanas Bump, Bump, Bump do B2K com P. Diddy, e All I Have, de Jennifer Lopez (de novo!), aqui, com LL Cool J.

Madonna, Hung Up
Em dezembro de 2005, Madonna reinventou uma canção do Abba e transformou Hung Up  em uma de suas músicas mais lembradas. Isso não foi o suficiente para que passasse da 7ª posição nos Estados Unidos. Quem liderava naquelas duas semanas? A descartável Run It, de Chris Brown.

Beyoncé, Halo
A sofrida e lindíssima Halo, um dos clássicos de Beyoncé, é outra que não tem medalha de ouro. A música foi número 5 em maio de 2009 na mesma semana em que a chatísisma Boom Boom Pow, do Black Eyed Peas liderava.

Lady Gaga, Bad Romance
A própria Gaga é exemplo de que um número 1 não prova nada. Entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010, Bad Romance, seu maior hino, bateu na trave por sete semanas não consecutivas perdendo a primeira posição para Empire State of Mind, de Jay Z e Alicia Keys, e depois para Tik Tok, da Kesha.

Ariana Grande, No Tears Left to Cry
Não precisávamos nem voltar tanto no tempo para termos exemplos de canções icônicas que não alcançaram o número 1. Em maio de 2018, a pequena notável estreou em terceiro lugar, que se tonaria sua posição máxima, com esta que é uma de suas melhores músicas. Na mesma semana, a Billboard coroava Drake com Nice for What, a qual ninguém mais se lembra.


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