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Turquia lança grande operação contra ativismo LGBT

Ministro da Justiça faz associação entre busca por direitos e imoralidade

Publicado em 13/09/2026
Ativismo LGBT na Turquia
Desde 2015, paradas são vetadas no país de maioria muçulmana

A polícia da Turquia lançou grande operação contra o ativismo LGBT.

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A Agência Efe informou que foram iniciados processos contra 162 pessoas, nove entidades e 13 estabelecimentos em 15 províncias do país.

O ministro da Justiça, Akin Gürlek, disse que a operação mira "pessoas que facilitam a prostituição" e suspeitos de "produzir e difundir conteúdos obscenos a que as criaçãos podem ter acesso".

Gürlek explicou que a operação policial investiga alegados movimentos de dinheiro de “associações LGBT e que promovem a imoralidade”, tendo sido percebido o seu financiamento através de fundos avultados por parte de organizações estrangeiras.

De acordo com o site Observador, a associação LGBT Kaos GL, uma das mais antigas da Turquia, fundada em 1994, confirmou num comunicado que os seus escritórios em Ancara foram alvo de buscas policiais e que mais de dez membros da associação foram detidos nas suas residências.

Muitos ativistas tiveram suas contas em redes sociais bloqueadas e, numa operação policial simultânea durante a madrugada, a polícia fez buscas em várias boates e estabelecimentos de massagens no centro de Istambul.

Em junho, as autoridades turcas tinham bloqueado contas de associações e ativistas pelos direitos de LGBT e encerrado um dos bares gays mais antigos de Istambul, além de proibirem as escalas previstas de um cruzeiro gay com 2.700 passageiros.

O partido islamista AKP, que governa a Turquia desde 2002, facilitou durante a primeira década no poder o desenvolvimento de algumas liberdades cívicas, incluindo a realização anual da marcha do orgulho LGBT em Istambul. Mas proibiu tanto esta marcha como outros protestos a partir de 2015 e, desde então, intensificou o discurso contra a “imoralidade” e a “obscenidade” associada à homossexualidade, defendendo a necessidade de se “proteger a família”.

A homossexualidade é legalizada no país desde 1858. A mudança de sexo nos documentos é possível mediante cirurgia de redesignação sexual.


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