O professor de dança e analista de finanças Eduardo dos Santos Alves, de 29 anos, está desaparecido após marcar encontro por aplicativo com um rapaz em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
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Eduardo, que mora em Osasco, Região Metropolitana de São Paulo, estava no litoral fluminense desde 28 de dezembro onde passou o Réveillon com amigos.
No tarde do domingo 4, os amigos deixariam a cidade. Porém na madrugada daquele dia, Eduardo enviou mensagem para uma das amigas informando que conheceu um rapaz por meio de um app e que quando acordasse pela manhã iria ao encontro dos colegas.
Como ele não apareceu e não respondeu mais às chamadas de telefone, os amigos ficaram em alerta e saíram em busca dele em hospitais, shopping e ruas do bairro.
Curiosamente, quando estavam registrando boletim de ocorrência na segunda-feira 5, os amigos foram informados por uma frentista que ela havia estado com Eduardo.
A funcionária do posto de combustível, que fica em São Pedro da Aldeia (cerca de 23 km de Cabo Frio) relatou que Eduardo apareceu no local na manhã da segunda pedindo ajuda.

À frentista, ele relatou que havia caído e perdido documentos e celular.
"Ele explicou que veio passar ano novo aqui com os amigos, e foi se encontrar depois com uma pessoa por meio de aplicativo. E essa pessoa não era muito de confiança, e ele, acho que tentou fugir dessa pessoa ou alguma coisa assim, e acabou que caiu de um barranco. Estava até meio sujo e com o braço ralado, e falou que perdeu os documentos e o celular, e não tinha nada", disse a frentista, que preferiu não informar o nome, ao G1.
A mulher tentou ajudá-lo pedindo o telefone de alguém, mas o professor de dança não se lembrava de nenhum.
"Eu tentei entrar em contato com alguns amigos, porém os amigos eram conta privada, então não dava. E aí eu achei uma moça, que acho que é cabeleireira dele ou dançarina, alguma coisa assim, e consegui entrar em contato com ela para falar sobre ele. Eu perguntei se ela o conhecia, aí ela falou que sim, que ele estava desaparecido, e eu expliquei toda a situação pra ela", afirmou.
Quando um dos amigos de Eduardo, Max Ximenes, ligou para o posto, ele foi informado que ele recebeu ajuda para sacar R$ 300 para voltar para casa.
"Ele conseguiu tirar esse dinheiro. Ela [a frentista] me explicou que ele conseguiu utilizando a digital. Deve ter baixado o aplicativo no celular de alguém e isso facilitou para que ele tirasse o dinheiro do caixa eletrônico", contou Max.
Eduardo foi orientado no posto a pegar um ônibus até a rodoviária de São Pedro de Aldeia para que lá pegasse outro ônibus até São Paulo.
Max e outros amigos de Eduardo foram até a rodoviária com foto do professor para saber se ele havia passado por lá.
"Começamos as buscas na rodoviária da cidade e também no terminal rodoviário, mas não o encontramos. A informação mais próxima que tivemos foi de uma funcionária que trabalha na lanchonete da rodoviária. Ela disse que, na segunda-feira — que foi o dia do último aparecimento dele no posto de gasolina —, pela manhã, justamente no mesmo horário em que ele teria saído do posto, havia um rapaz andando pela rodoviária, falando com as pessoas. Ele não aparentava ser um mendigo de rua, mas estava todo sujo, conversando com as pessoas, e parecia que estava tentando resolver a vida dele", explicou.
Os amigos seguiram buscando-o em hospitais, UPAs e na polícia e não o encontraram.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro disse que o caso foi encaminhado ao 126º DP (Cabo Frio), e que agentes realizam diligências para apurar os fatos.
Quem tiver alguma informação sobre Eduardo pode encaminhá-la anonimamente para os números 197 ou 181.