Antes de Bolsonaro: surge onda voluntária de ajuda a uniões homo

Motivação é receio de que direito seja suspenso com posse do novo presidente em 1º de janeiro

Publicado em 06/11/2018
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Há ajuda de vários tipos: buffet, DJ, apoio jurídico... e até ser o noivo

Alguns juristas classificam como alarmismo o receio de que um decreto presidencial possa acabar com o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil, mas a precaução tem dominado muitos casais, que decidiram, às pressas, se unirem antes de Jair Bolsonaro (PSL) subir a rampa do Palácio do Planalto.

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Para que as cerimônias possam se realizar nesse pouco tempo, surgiu uma onda nas redes sociais de voluntários para ajudar os futuros pombinhos. Tem de tudo: DJ, advogada e apoiador no que for preciso.

Em Brasília, por exemplo, Enilson Ferreira Bastos divulgou que trabalha de graça como DJ. "Desde que você não tenha votado no coiso", escreveu.

Em Criciúma (SC), Renata Araújo afirmou que tira dúvidas sobre questões cíveis, decoração (amadora), ajuda para elaborar buffet e serviço de garçonete.

A parte jurídica também possui ajudantes. A advogada Flávia, chamada Dona Farta, em São Paulo, ofereceu-se como celebrante, mão-de-obra na decoração e serviços gerais.

Em Salvador, a bacharel em gastronomia Isabella Moreira buffet com preço em conta.

Solidariedade de um lado e brincadeiras do outro. Nas redes sociais, muitos se oferecem para ajudar no casamento... Como noivo ou noiva mesmo!

 


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