Após lei anti-gays, Brunei enfrenta boicote de grandes empresas

Há ações na Austrália, Alemanha e Reino Unido contra o país asiático que aprovou pena de morte para homossexuais

Publicado em 07/04/2019
Brunei sofre boicote na Inglaterra, Alemanha e Austrália após aprovar pena de morte para gays
Gays podem ser punidos com a morte por meio da Lei da Sharia

A lei contra homossexuais aprovada na quarta-feira 3 em Brunei tem gerado muitas críticas e os boicotes já começaram.

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Grandes empresas entraram no protesto conclamado por Elton John, Ellen Degeneres e George Clooney.

O sultanato asiático passou a punir homossexuais, adultério e estupro com a pena de morte, ao adotar a Lei da Sharia, interpretação mais rígida dos códigos morais muçulmanos.

Celebridades LGBT e aliadas têm divulgado uma lista de hotéis famosos no mundo que pertencem a Brunei, dentre eles estão o Plaza Athenee, em Paris, o Dorchester, em Londres, e o Beverly Hills Hotel, em Los Angeles.

Segundo O Globo, a empresa de transporte público de Londres, a Transport for London, removeu anúncios que promoviam Brunei como destino turístico em todo o transporte da cidade.

A STA Travel, agência de viagens que pertence ao conglomerado suíço Diethelm Keller Group, disse que não venderá mais voos da operadora nacional de Brunei, a Royal Airlines Brunei.

"Tomamos essa posição para adicionar nossa voz às chamadas no Brunei para reverter essa mudança na lei e apoiar as pessoas LGBTQI em todos os lugares", afirmou a empresa em comunicado.

Já a Virgin Australia Airlines, segundo maior companhia aérea australiana, encerrou acordo que oferecia desconto na Royal Brunei.

O Deutsche Bank proibiu que qualquer funcionário seu fique em algum dos nove hotéis Dorchester.


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