Serial killer de gays pretendia matar um por semana

José Tiago Correia Soroka foi capturado após ser acusado de assassinar três homossexuais

Publicado em 31/05/2021
José Tiago Correia Soroka serial killer
Investigação mostra que homossexualidade afetava psicologiamente José Tiago, afirma delegado

Preso no sábado 29, José Tiago Correia Soroka confessou ter matado três jovens gays e afirmou que assassinaria um por semana.

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Soroka foi capturado em uma pensão em Curitiba. Em depoimento, ele declarou que matou Robson Olivino Paim, David Júnior Alves Levisio e Marco Vinício Bozzana da Fonseca.

"Ele disse que sempre agia do mesmo modo. Se a vítima reagisse, relutasse, ele a esganava até a morte. A questão da data, dos últimos terem sido praticados às terças feiras, foi uma coincidência, mas que ele tinha sim o objetivo de praticar um crime por semana", informou o delegado, Tiago Nóbrega, ao G1.

O primeiro jovem foi morto em 16 de abril em Abelardo Luz (SC). Os dois seguintes, em 27 de abril e 11 de maio, em Curitiba.

Soroka conheceu as vítimas em aplicativo de encontros e alegou que os crimes não foram motivados por homofobia.

No entanto, o delegado afirma que o depoimento deu indícios de que houve motivação por ódio.

"Deu a entender que mexia com o lado íntimo dele, que mexia com a parte emocional dele, levando sim a entender que ele tem problemas com a questão da homossexualidade."

O suspeito contou que usava o dinheiro roubado das vítimas após a morte para comprar drogas. 

Um quarto rapaz conseguiu sobreviver e ajudou nas investigações.

Soroka disse que após a repercussão dos casos, ele não conseguia mais marcar encontros e que chegou a dizer a um homem no app que ele era o serial killer.

Segundo a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele não tinha mantinha relação sexual com as vítimas.


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