Por Welton Trindade
LGBT importantes do Psol, tais como a deputada federal Erika Hilton (SP), o vereador Rick Azevedo (RJ) e a deputada estadual Bella Gonçalves (MG), podem estar de saída do partido rumo ao PT. O movimento envolve até chantagem política.
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Esse parlamentares fazem coro à proposição do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Guilherme Boulos (SP) de a agremiação fazer federação com os petistas.
Entretanto, essa tese foi derrotada no sábado 7 no diretório nacional do Psol por 47 votos a 15. Frente a essa recusa, Boulos e seu grupo político não descartam deixar o partido.
Em entrevista ao portal Uol e ao jornal Folha de S. Paulo, na segunda 23, Boulos reafirmou que o destino dele e dos políticos mais próximos a ele está em discussão.
"Nosso grupo político está fazendo uma discussão séria e estratégica sobre os rumos que vamos tomar. Essa discussão deve se concluir nas próximas semanas. Nós não acreditamos em uma esquerda que pregue só para convertido, que não põe o pé no barro."
E fez chantagem: "Uma saída do nosso grupo agora praticamente inviabilizaria a existência institucional do Psol, porque essas lideranças [tal como Erika Hilton, citada por ele] saindo, a dificuldade de o partido superar a cláusula de barreira seria maior."
Os nomes mais destacados que apoiam a federação com o PT assinaram com Boulos artigo na Folha de S. Pauloem 1° de março. Em Brasília, dá-se como certo a ida dele para o Partido dos Trabalhadores.
Em fevereiro, a vereadora de Niterói (RJ) Benny Briolli saiu do Psol e foi para o PT. A mudança de partido sem perda do cargo e com manutenção de atributo para se candidatar às eleições vai até 3 de abril.
Outros LGBT psolistas estão do outro lado da trincheira. O deputado distrital Fabio Félix (DF) é exemplo.
"O PSOL apoiará a reeleição do presidente Lula. Não é disso que se trata a federação. O que está em jogo é a identidade do nosso partido, sua capacidade de dialogar com a sociedade, a melhor forma de enfrentar o bolsonarismo e qual esquerda queremos construir no Brasil."
Também possuem essa postura a vereadora Mônica Benício (RJ) e deputado estadual Guilherme Cortez (SP).