Presidenciável Zema (Novo) não cita LGBT em programa de governo
Com 81 páginas, o plano é dividido em tópicos e não tem a área de direitos humanos
Candidato pelo Novo à Presidência da República, Romeu Zema não tem propostas específicas para LGBT.
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Análise feita pelo Guia Gay do plano de governo do mineiro publicado no Divulgacand, plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não encontrou nenhuma citação direta da comunidade.
Com 81 páginas, o plano é dividido em tópicos e não tem a área de direitos humanos, na qual LGBT costumam estar vinculados.
Dentre outras ditas minorias, negros também não são citados.
Mulheres são mencionadas apenas no primeiro tópico - segurança pública.
No subtópico "Reduzir a subnotificação e reincidência de casos de violência contra a mulher", Zema elenca dois pontos que são descritos em três linhas cada um: "Fortalecer a porta de entrada da denúncia" e "Proteger a mulher e monitorar o agressor após a denúncia".
Um tema que resvala na comunidade LGBT surge nas últimas páginas de seu plano.
Dentro do tópico "Reforma Institucional", o candidato propõe "descriminalizar a opinião e punir quem censura". A ideia pode fazer com que postagens discriminatórias não levem à remoção da conta na rede social, como pode ocorrer atualmente.
Ele diz: "Deslocar os crimes de injúria e difamação para a esfera cível, revogar o crime de desacato e tipificar como abuso de autoridade qualquer ato estatal de censura, remoção arbitrária de conteúdo ou restrição injustificada da expressão, para que nenhum brasileiro viva com medo de ser preso ou perseguido por aquilo que pensa, diz ou escreve."
Na sequência, ele abre o subtópico "Proibir a censura nas redes sociais".
Ali, Zema propõe: "Vedar a exclusão de perfis e a moderação de opiniões pelas plataformas, inclusive por determinação judicial, substituindo esses mecanismos por procedimentos administrativos e judiciais que garantam direito à retratação e indenização, assegurando que o debate público no Brasil seja resolvido pela livre circulação de ideias e não pelo controle de juízes ou empresas de tecnologia".
Em sua primeira candidadura ao Governo de Minas, Zema também ignorou políticas para LGBT.
Natural de Araxá, Zema tem 61 anos e foi eleito duas vezes governador de Minas Gerais - em 2018 e 2022.
Durante todo o período como chefe do Poder Executivo mineiro, o político não fez sinais acolhedores às pautas LGBT, embora tenha havido, na estrutura do governo, órgão voltado ao segmento.
Ele relata ser descendente de bisavó pobre que imigrou da Itália para trabalhar em lavouras no Brasil. O homem prosperou e fundou o Grupo Zema, com empresas que operam em diversos ramos, tais como eletrodomésticos, concessionárias de veículos e serviços financeiros.
O patrimônio declarado por Zema à Justiça Eleitoral é de R$ 178,7 milhões.








