Porto Alegre terá duas paradas LGBT no intervalo de 14 dias
Ativismo é dividido na capital gaúcha e faz caminhadas distintas
Ao contrário do que ocorre em quase a totalidade das capitais brasileiras, em Porto Alegre a comunidade LGBT não espera a data da parada do orgulho LGBT. Ela espera as datas!
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O ativismo portoalegrense é dividido e cada frente de coletivos e entidades faz uma parada própria. O que chama atenção em 2026 e é diferente dos anos mais recentes é que entre uma e outra haverá apenas 14 dias.
A Parada Livre, que, juntamente com a parada de São Paulo completa 29 anos este ano, será realizada no domingo 14 de junho.
A Parada de Luta, com 18 anos de existência, tomará as ruas da capital gaúcha dois fins de semana depois, no domingo 28.
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Em 2025, por exemplo, a primeira foi realizada em dezembro e a segunda em julho.
Em 2024, a Parada Livre realizou-se também em dezembro e a Parada de Luta, por conta das enchentes que tomaram conta da cidade em parte do primeiro semestre do ano, foi feita em setembro.
O ponto em comum é que ambas tem como ponto principal o Parque Redenção, que fica próximo à zona mais LGBT da capital, a Cidade Baixa.
O assessor de imprensa da Parada de Luta, Gil Cunha, explicou que a tradição da marcha é ser promovida na metade do ano.
"Nossa parada é feita sempre no domingo mais próximo ao 28 de junho - Dia Internacional do Orgulho LGBT. A exceção foi 2024. E neste ano a data caiu exatamente em um domingo."
Coordenador-geral da Parada Livre e um dos ativistas gays mais importantes do Brasil, Célio Golin falou ao Guia Gay sobre a data do ato ao longo do tempo.
"No início, as edições eram feitas em junho. Depois de umas edições, a gente mudou para o verão por conta do clima. Há quatro anos, voltamos a junho. E depois fomos para o fim do ano de novo. A gente entende que temos autonomia, legitimidade junto a casas noturnas, movimento social e sindicatos e podemos escolher a data."
As duas outras únicas capitais com duas paradas devido a rachas no movimento são Curitiba e Maceió.








