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Parada LGBT de São Francisco veta policiais de desfilar na marcha

Proibição é justificada por excesso de força em atuação ano passado e ocorre dentro de onda contra corporação

Publicado em 06/09/2020
Policiais estão proibidos de irem à parada gay LGBT de São Francisco, EUA, em 2021
Policiais fardados são comuns em paradas LGBT pelos Estados Unidos

Com um ano de particpação, a parada do orgulho LGBT de São Francisco, nos Estados Unidos, resolveu anunciar que na edição de 2021 policiais fardados estão vetados.

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A decisão é polêmica e acontece dentro da onde de insatisfação de parte da população com o comportamento desta categoria em relação à comunidade afro-americana, cuja referência é o caso George Floyd, ocorrido em junho.

Os organizadores da marcha citam denúncias que teriam sido desconsideradas pelos policiais de uso desnecessário de força em confrontos com protestantes em 2019 durante a marcha arco-íris

Duranta a parada do ano passado, manifestantes interromperam o desfile e os policiais intervieram "Invadindo a área e aumentando a briga", afirmou a organização. Dois meses depois, a polícia fez pedido formal de desculpas pelo episódio.

Entidades LGBT de vários lugares do mundo têm questionado a presença de policiais nas marchas lembrando que a Revolta de Stonewall surgiu da insatisfação de LGBT contra as agressões policiais.

"As origens do movimento de orgulho são baseadas na liberdade e honestidade de expressão", declarou a organização da marcha.

"Nós reconhecemos e agradecemos os passos que a polícia deu para curar décadas de desconfiança entre o departamento e a comunidade LGBT da cidade. Mas os padrões violentos da polícia de São Francisco são mais relevantes que qualquer viatura com as cores do arco-íris ou bordados de orgulho em uniformes."

O chefe de polícia da cidade, William Scott, lamentou a decisão. "Acredito que é importante para os nossos integrantes participarem das atividades do mês do orgulho para que possamos mostrar que somos um departamento diverso, que temos orgulho de quem somos e que estamos dispostos a trabalhar em proximidade com a comunidade LGBT a quem prestamos serviço."

Nos Estados Unidos - diferentemente do Brasil - é comum ter alas de policiais fardados nas marchas. A cena é simbólica e costuma ser bastante aplaudida.

Como a categoria ainda inclui muitos profissionais homofóbicos e transfóbicos, a atitude é importante para mostrar posicionamento pró-LGBT, além de permitir que policiais da comunidade LGBT mostrem seu orgulho.


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