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Jean Wyllys relativiza homofobia de Fidel e é criticado na web

Líder cubano prendeu, perseguiu e matou homossexuais durante boa parte dos anos em que esteve no poder

Publicado em 26/11/2016
Jean Wyllys sobre morte de Fidel Castro
Para Wyllys, outros países não tratavam homossexuais muito melhor que Fidel

A morte de Fidel Castro, aos 90 anos, na sexta-feira 25, incendiou as redes sociais novamente. No Facebook, críticos e defensores do líder e ditador cubano se digladiam. 

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Em relação aos LGBT, o tema é ainda mais sensível. Fidel foi o responsável por levar milhares (fala-se em 35 mil) de pessoas - sobretudo homossexuais e religiosos - a campos de trabalho forçados. 

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Muitos gays e lésbicas foram perseguidos - como o escritor Reinaldo Arenas, cuja história é retratada no filme Antes do Anoitecer (2000), que rendeu a primeira indicação ao Oscar ao ator Javier Bardem.

Em seu perfil na rede, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) voltou a relativizar a fúria de Fidel contra os homossexuais. "A cultura católica camponesa da ilha e os preconceitos totalitários importados da União Soviética também levaram a revolução cubana a perseguir minorias e dissidentes, em especial os homossexuais — um equívoco histórico que perdura em muitas esquerdas ainda hoje, mas não só nelas: a direita é igualmente homofóbica porque a homofobia é cultural, logo, impregna as ideologias políticas como um todo", escreveu Wyllys.

E continua: "No início da revolução cubana, os gays eram enviados às Unidades Militares de Apoio à Produção e banidos das escolas e da atividade cultural, mas isso aconteceu numa época em que o Ocidente capitalista não nos tratava muito melhor, com leis contra a sodomia em muitos países, ausência absoluta de direitos civis e repressão policial nas ruas."

"Fidel reconheceu tudo isso e pediu perdão, tardiamente; seu governo começou a impulsionar mudanças legislativas para reconhecer direitos e sua sobrinha, Mariela, é ativista do movimento LGBT. Tudo isso faz parte da história, contraditória, complexa, cheia de nuances, difícil de reduzir a sentenças simples como as que as pessoas gostam de ler e publicar no Facebook, tudo em preto e branco, com mocinhos e bandidos.".

O post de Wyllys recebeu um grande número de críticas. Veja algumas reações:

Jean Wyllys sobre Fidel Castro

Jean Wyllys sobre Fidel Castro

Jean Wyllys sobre Fidel Castro

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