Homem que ajudou a matar gay é condenado a 20 anos de prisão
Crime foi cometido por homem de 19 anos e adolescente de 17
Foi condenado um dos assassinos do enfermeiro Kennedy Rodrigues Campos, de 26 anos, em Patos de Minas (MG).
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O júri entendeu que Brayan Rosa de Oliveira, 19, participou do assassinato ocorrido na madrugada de 10 de fevereiro na casa da vítima.
Segundo o G1, a sentença foi publicada na última terça-feira 6 e determinou 20 anos de prisão. O réu não poderá recorrer em liberdade.
Brayan foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de corrupção de menores.
Uma outra pessoa, um menor de 17 anos, também participou do crime.
De acordo com a denúncia do Ministério Público. o adolescente esfaqueou Kennedy no pescoço enquanto Brayan o segurava e tapava sua boca.
A acusação sustentou que Brayan já havia incentivado o adolescente a matar Kennedy antes e que o crime foi premeditado.
O crime teria sido motivado por homofobia após Kennedy demonstrar que queria ter relações com os dois.
Mensagens trocadas por eles pelo celular, mostram que Kennedy estava receoso em recebê-los no apartamento àquela hora.
Na tarde antes do crime, os dois criminosos teriam falado em matá-lo. "Nós tem que matar ele mesmo viu", escreveu Brayan, recebendo concordância do adolescente.
Em outras ocasiões, eles já haviam falado de assassinato. "Pega ele, bora, Zé, enforca ele até matar", foi uma das mensagens escritas por Brayan ao amigo.
Na madrugada do crime, uma vizinha ouviu barulho vindo do apartamento de Kennedy e depois som de pessoas deixando o local às pressas.
Pela manhã, ela notou que a porta do imóvel de Kennedy estava entreaberta e com manchas de sangue. Ela chamou a polícia.
Após ler as mensagens, a polícia empreendeu a captura de ambos, que confessaram o crime.
O menor de idade foi encaminhado ao Juizada da Infância e da Juventude, onde segue apreendido.
Durante o julgamento, a defesa de Kennedy negou que ele tenha tido participação no assassinato, que foi ao local só para fumar e que toda a ação teve única responsabilidade do adolescente.
Kennedy prestava serviços na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Patos de Minas.








